Ivana Vitória Ribeiro – Jornalista e Advogada

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Copa do Mundo Feminina: o que esperar da seleção brasileira

 

De prima, já esclareço: meu conhecimento em futebol feminino é pífio. Então qual o motivo de escrever sobre um tópico que não entendo? Tem gente por aí que entende menos ainda e quer explanar opiniões rasas, por que não posso usar um pouco meu conhecimento em futebol para falar?

Para início de conversa, a Copa do Mundo Feminina de Futebol acontece, em sede dupla: Austrália e Nova Zelândia, do dia 20 de julho a 20 de agosto. As seleções favoritas são Estados Unidos (líder do ranking da FIFA), Inglaterra, Espanha, Alemanha e França.

Por falar na última seleção citada, sim, o Brasil está no grupo de uma das favoritas. Mas não fique tão reticente, a seleção tem chances de passar em segundo do Grupo F, que conta também com Jamaica e Panamá. O problema é quem vai enfrentar nas oitavas, mas uma coisa de cada vez para ninguém ficar apavorado.

Sim, o Brasil não é favorito, o vexame será se não passar da primeira fase. Há tempos não consegue uma campanha idêntica como a de 2007, na China, em que foi vice-campeã ou a de 1999 que conquistou o terceiro lugar, na Noruega.

A ideia é sempre um trabalho a longo prazo, é uma seleção com novos nomes, apesar de contar com rostos conhecidos: Debinha, Andressa Alves e, claro, ela, a Rainha Marta. Inclusive, a vencedora de seis bolas de ouro já avisou: essa é sua última Copa.

Mas não pense que não houve polêmicas na convocação feita pela técnica sueca, Pia Sundhage (que nunca se esforçou pra aprender português, só gosta de tocar no violão algumas músicas brasileiras).  Lembra da atacante Cristiane? Pois é, há tempos Pia não a convoca e a jogadora continua na ativa no futebol feminino brasileiro. Por mais que não tenha mais aquela potência de anos atrás, continua sendo uma peça importante. Até hoje ninguém sabe explicar a implicância da técnica com a centroavante.

Também houve a convocação da goleira Bárbara, que coleciona discussões em redes sociais, além de falhas nos últimos jogo. A zagueira Mônica, que em nenhum momento participou do ciclo e brotou na convocação.

Uma pena que a Copa do Mundo Feminina ainda não tenha a mesma visibilidade da masculina, apesar de grandes avanços nos últimos anos. Mas se você tiver um tempinho para torcer por essas gigantes, o faça. Vale a pena, afinal, Copa do Mundo é Copa do Mundo.

 

Jogos da seleção brasileira – Primeira Fase

Grupo F – *horário local de Manaus

Segunda, 24.07, às 7h*, BRASIL x Panamá

Sábado, 29.07, às 6h*, França x BRASIL

Quarta, 02.08, às 6h*, Jamaica x BRASIL

 

Convocadas para a Copa do Mundo

Goleiras: Letícia Izidoro (Corinthians), Bárbara (Flamengo) e Camila (Santos);

Defensoras: Antônia (Levante), Bruninha (Gotham FC), Kathellen (Real Madrid), Lauren (Madrid CFF), Mônica Hickman (Madrid CFF), Rafaelle (Arsenal) e Tamires (Corinthians);

Meio-campistas: Duda Sampaio (Corinthians), Kerolin (North Carolina Courage), Luana (Corinthians), Adriana (Orlando Pride), Ana Vitória (Benfica) e Ary Borges (Racing Louisville);

Atacantes: Andressa Alves (Roma), Geyse (Barcelona), Nycole (Benfica), Bia Zaneratto (Palmeiras), Debinha (Kansas City Current), Gabi Nunes (Madri CFF) e Marta (Orlando Pride).

As três suplentes são: Tainara (Bayern de Munique), Aline Gomes (Ferroviária) e Angelina (OL Reign).

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